Industrialmente, a celulose é extraída da madeira de árvores como o pinho, o eucalipto ou o abeto ou de plantas herbáceas com grande quantidade de celulose no talo, como a cana-de-açúcar, diversas gramíneas e juncos. O algodão puro é formado em 99,8% de celulose. Outras fibras têxteis, como a juta, o cânhamo, o rami e o linho também possuem grande proporção desse polissacarídeo. Conforme o tipo de árvore se obtém a celulose de fibra curta ou de fibra longa. Esta característica torna o papel resultante mais absorvente ou mais resistente, respectivamente.
Para se obter a celulose, a matéria-prima (troncos ou talos herbáceos) deve ser limpa e descascada e depois submetida à trituração mecânica em máquinas de lâminas múltiplas. O material triturado é tratado com barrela quente, ou com bissulfito de cálcio ou sulfato de sódio, para dissolver a lignina - substância que une as fibras da celulose. Posteriormente, o produto é lavado, depurado e embranquecido.
Utiliza-se a celulose na indústria de papel e na extração de fibras artificiais como o raiom, também chamado seda artificial. Obtém-se o raiom por diversos processos, que produzem diferentes tipos de fibra adequados a usos específicos. Assim, por exemplo, o "raiom viscoso", que se obtém pelo aquecimento da celulose com soda cáustica, é misturado ao algodão e outros produtos para fabricar uma grande variedade de tecidos. A partir da celulose fabricam-se também vernizes, explosivos e o celulóide que serve de suporte a filmes fotográficos e cinematográficos.
Etanol celulósico é o etanol obtido a partir da celulose. Há dois principais processos para produzi-lo. Em um deles a celulose é submetida ao processo de hidrólise enzimática, utilizando uma enzima denominada celulase. O outro processo, que é utilizado com menos freqüência, é composto pela execução sucessiva das três seguintes fases: gasificação, fermentação e destilação.



